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25 de janeiro de 2018

Contato direto

Eu sou o tipo de pessoa que gosta de ficar perto dos fãs, dos admiradores. Não me considero diferente de ninguém, apenas acho muito importante ter essa proximidade com as pessoas que são fieis a outrém. Até porque eu já fui fã uma vez. Eu era jovem. Eu era fã. Tinha poster, vários, colocados na parede com durex, não só na parede, mas tinha na porta, no armário, até no teto havia alguma coisa de quem eu admirava. A cada revista que saía na banca de jornal eu verificava se alguma reportagem se encontrava nessa determinada edição, caso a resposta fosse negativa eu continuaria a busca na próxima semana ou próximo mês.

Ah! Se na minha época existisse a internet. Sim, eu sou da era "sem muito uso do computador". Eu estava na escola e costumávamos usar o computador, algo revolucionário, para fazer pesquisas para a escola. Só que essas pesquisas eram apenas realizadas se você tivesse o CD de alguma enciclopédia ou de um programa que continha perguntas e respostas sobre diversos assuntos. Não existia google. A internet era discada e que só podia usá-la nos finais de semana, mas com um adendo: no sábado depois das 14hs e no domingo o dia inteiro. Caso contrário, nos outros dias, você iria pagar muito caro para poder acessar uma internet super, hiper, mega, ultra lenta. Se você acha que hoje a velocidade de 10MB é devagar imagine tentar navegar com uma de 512KB, por aí. É para gritar, puxar os cabelos. Mas não reclamávamos, era o que tinha na época e para nós era maravilhoso.

Voltando ao ponto do fã, se nesse tempo, ou até antes para ser mais exata, existisse a facilidade que temos hoje como as redes sociais, os portais de notícias, os blogs,... a cada pesquisa no google sobre determinado assunto encontramos um número inatingível de respostas. Ahhhhh, que maravilha! (Isso hoje. Não confunda.) Continuando, se tudo o que temos fosse capaz de existir quando eu era jovem, quando estava na escola, eu seria muito feliz. Iria seguir os meus ídolos numa velocidade em que nada seria perdido da minha visão. Iria estar sempre conectada as redes sociais para ver cada passo, cada vídeo, cada foto que a Sandy e que o Junior postassem. Sim, eu amava esses irmãos. O contato mais perto que obtive com eles foi quando a Sandy tocou em minha mão e eu morri. Juro. Fiquei alucinada (no bom sentido) super feliz que isso havia ocorrido. Se fosse no século XXI( após o ano de 2010) e eu ficasse vendo os stories dela e do seu irmão no Instagram, ficaria embasbacada por cada ação, por cada atitude. A facilidade seria a minha aliada.

O que quero dizer com isso é que com tudo o que temos, com essa maravilhosa (e ao mesmo tempo estrondosa) tecnologia que nos cerca com relação a conexão com quem mais admiramos, com quem mais gostamos e amamos está cada vez mais simples e ágil. Se eu tenho pessoas que me consideram hoje o que considerei a Sandy e o Junior um dia, o que mais quero é ter uma relação maravilhosa com essas pessoas. Quero poder fazê-las felizes, fazê-las sorrirem a cada RESPOSTA minha, a cada SORRISO meu, a cada CURTIDA minha.

Eu sei que isso é muito importante, que faz o dia ser perfeito, que faz o fã ficar extremamente satisfeito.

Não quero negar, não quero não responder, não vou deixar pra lá, não vou não me aproximar.

Eu sou assim. E sempre serei assim.

Sou uma pessoa comum igual a todo mundo, com seus defeitos e qualidades. E com o pensamento de que já tietei outra pessoa uma vez na vida.

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