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25 de janeiro de 2018

Contato direto

Eu sou o tipo de pessoa que gosta de ficar perto dos fãs, dos admiradores. Não me considero diferente de ninguém, apenas acho muito importante ter essa proximidade com as pessoas que são fieis a outrém. Até porque eu já fui fã uma vez. Eu era jovem. Eu era fã. Tinha poster, vários, colocados na parede com durex, não só na parede, mas tinha na porta, no armário, até no teto havia alguma coisa de quem eu admirava. A cada revista que saía na banca de jornal eu verificava se alguma reportagem se encontrava nessa determinada edição, caso a resposta fosse negativa eu continuaria a busca na próxima semana ou próximo mês.

Ah! Se na minha época existisse a internet. Sim, eu sou da era "sem muito uso do computador". Eu estava na escola e costumávamos usar o computador, algo revolucionário, para fazer pesquisas para a escola. Só que essas pesquisas eram apenas realizadas se você tivesse o CD de alguma enciclopédia ou de um programa que continha perguntas e respostas sobre diversos assuntos. Não existia google. A internet era discada e que só podia usá-la nos finais de semana, mas com um adendo: no sábado depois das 14hs e no domingo o dia inteiro. Caso contrário, nos outros dias, você iria pagar muito caro para poder acessar uma internet super, hiper, mega, ultra lenta. Se você acha que hoje a velocidade de 10MB é devagar imagine tentar navegar com uma de 512KB, por aí. É para gritar, puxar os cabelos. Mas não reclamávamos, era o que tinha na época e para nós era maravilhoso.

Voltando ao ponto do fã, se nesse tempo, ou até antes para ser mais exata, existisse a facilidade que temos hoje como as redes sociais, os portais de notícias, os blogs,... a cada pesquisa no google sobre determinado assunto encontramos um número inatingível de respostas. Ahhhhh, que maravilha! (Isso hoje. Não confunda.) Continuando, se tudo o que temos fosse capaz de existir quando eu era jovem, quando estava na escola, eu seria muito feliz. Iria seguir os meus ídolos numa velocidade em que nada seria perdido da minha visão. Iria estar sempre conectada as redes sociais para ver cada passo, cada vídeo, cada foto que a Sandy e que o Junior postassem. Sim, eu amava esses irmãos. O contato mais perto que obtive com eles foi quando a Sandy tocou em minha mão e eu morri. Juro. Fiquei alucinada (no bom sentido) super feliz que isso havia ocorrido. Se fosse no século XXI( após o ano de 2010) e eu ficasse vendo os stories dela e do seu irmão no Instagram, ficaria embasbacada por cada ação, por cada atitude. A facilidade seria a minha aliada.

O que quero dizer com isso é que com tudo o que temos, com essa maravilhosa (e ao mesmo tempo estrondosa) tecnologia que nos cerca com relação a conexão com quem mais admiramos, com quem mais gostamos e amamos está cada vez mais simples e ágil. Se eu tenho pessoas que me consideram hoje o que considerei a Sandy e o Junior um dia, o que mais quero é ter uma relação maravilhosa com essas pessoas. Quero poder fazê-las felizes, fazê-las sorrirem a cada RESPOSTA minha, a cada SORRISO meu, a cada CURTIDA minha.

Eu sei que isso é muito importante, que faz o dia ser perfeito, que faz o fã ficar extremamente satisfeito.

Não quero negar, não quero não responder, não vou deixar pra lá, não vou não me aproximar.

Eu sou assim. E sempre serei assim.

Sou uma pessoa comum igual a todo mundo, com seus defeitos e qualidades. E com o pensamento de que já tietei outra pessoa uma vez na vida.

24 de janeiro de 2018

Felicidade é sinônimo de dinheiro?


Não sei se você viu o meu último vídeo no YouTube (se não viu está aqui:  https://www.youtube.com/watch?v=I6iCCZmQUMI . E está muito legal, pode confiar, não apenas porque eu estou dizendo isso. São 15 curiosidades, coisas, fatos que você não sabe sobre mim e que resolvi dizer. Essa #parte1 tem coisas bem tranquilas.  Conforme novas partes forem aparecendo revelarei mais coisas.)

Em um tópico desse vídeo eu disse que "sou feliz, simpática, educada, alegre...". É com essas palavras que eu resolvi criar esse post.

Muitas pessoas olham para mim e me perguntam qual a mágica para a felicidade. A maioria acha que sou rica, que tenho tudo o que quero, que vivo no luxo. Eu realmente não sei de onde tiraram esses pensamentos. Dizem que não tem como ser feliz com pouca coisa. Eu não acredito quando alguém me fala isso. Na verdade, nem quero e nunca irei acreditar numa coisa dessas. Como assim a pessoa tem que ser milionária para ser feliz? Deixa eu te perguntar uma coisa: você acha que o homem e a mulher mais rico/rica do mundo é totalmente feliz? Eles tem tudo o que suspiram ter? Sim. Eles pensam em algo e já conseguem atingir o objetivo? Sim. Eles vão a eventos de luxo e conhecem todos os famosos? Sim.  Eles tem amigos fieis que não estão nem aí para o dinheiro e pelo conhecimento que podem levar junto? Não. O amor é verdadeiro? Talvez.

Eu não acho que para atingirmos a nossa felicidade é necessário em primeiro lugar ter muiiiiiiito dinheiro. Não estou falando que viver bem é ruim. Em hipótese alguma. Mas por qual motivo não podemos estar de bem com a vida ganhando pouco, razoável ou bem? Porque tem que ganhar muuuuuuuuito e muuuuuuuuuuuuuuuuuito bem?

O problema das pessoas é achar que só logram o sucesso, a amizade ou qualquer coisa do tipo através do poder. Eu acho totalmente o oposto. Poder é a queda do ser humano.
Dê poder a um homem e verás quem ele é.

Quantos nomes na nossa história, na história da humanidade, que teve o poder em suas mãos e destruiu tanta coisa ao seu redor? Famílias, países, economias, natureza,animais,...?

Eu acredito veemente que a felicidade vem da nossa base, vem do que desejamos ser, e a atraímos como assim desejamos. Todos passam por momentos difíceis na vida, lógico. TODO MUNDO. SEM EXCEÇÃO. Mas cabe a nós reconstruirmos cada degrau que se quebra. Sempre existirão aquelas pessoas que são menos desafortunadas do que você e outras que tem uma quantia na conta bancária que você nem imagina o que dá para comprar com ela. No entanto, todos esses tipos levam a vida do jeito que acham correto e se comunicam com a felicidade do jeito mais viável.

Eu não sou rica, mas também não sou pobre. Agradeço a Deus por tudo que me deu e por tudo que eu não consegui ter. Sabe porquê? Pelo simples fato de que o rumo da nossa vida a gente espera que seja trilhado de acordo com a nossa vontade, mas quando as coisas mudam de direção a gente começa a pensar além e é nesse momento que se descobre a verdadeira vontade, a incansável felicidade.

Ser feliz é você estar bem consigo mesmo. Ser feliz é você ter o amor, a perseverança, o carinho, a família, a humildade.

Ser feliz é ser quem você é.

Não importa a classe social e qualquer outra diferença entre um ser humano e o outro. A felicidade somos nós que construímos. A felicidade sou eu. A felicidade é você.

LOUCA

Nem sempre você enxerga o que quer ver.
Título Original: Louca
Autor: Chloé Esposito
Gênero do Livro: Chick Lit
Editora: Globo Livros
Ano de Publicação: 2017
Número de Páginas: 360
Código ISBN: 9788525063311
Comprar:
Sinopse: A vida de Alvie Knightly está um caos: odeia o seu emprego, sua vida amorosa não lhe empolga mais e ela passa a maior parte do dia bêbada. A existência de Alvie parece exatamente o oposto da de sua gêmea idêntica, a perfeita, Beth. Enquanto ela passa a maior parte do tempo stalkeando os outros nas mídias sociais, come kebabs no café da manhã e sua companhia mais constante é o seu vibrador, Beth casou-se com um italiano atraente e podre de rico, tem um belo bebê e sempre foi a favorita da família. 
Depois de ser demitida e jogada na rua pelos colegas de apartamento, Alvie viaja à Sicília e, assim que chega, Beth pede para trocar de lugar com ela por apenas algumas horas para que ter algumas horas só para si, sem as cobranças do marido e a responsabilidade com o bebê. Alvie se anima com a chance de assumir a existência magnífica da irmã, mesmo que só por pouco tempo. Mas quando a noite termina com Beth morta no fundo da piscina, Alvie percebe que esta é a chance de mudar sua vida. Ela é louca, má, perigosa — e irresistível.

Quem nunca sonhou em ter a vida perfeita? Não se preocupar com dinheiro, viver em um país maravilhoso, ter uma casa de luxo e um companheiro irresistível? Muita gente. A maioria, na verdade. Só que a realidade é totalmente o oposto, não é? É assim com Alvie e a sua irmão univitelina Beth Knightly. São idênticas na aparência, mas totalmente diferentes na personalidade, no jeito de ser. A primeira é desempregada, descontenta com a vida, segue os seus dias sem dinheiro e achando que tudo só dá errado para ela. Vive achando que a sua irmã tem a vida perfeita e que a natureza nunca deu as costas para ela.  Afinal, ela tem o homem perfeito e vive na Itália. Enquanto Alvie não tem ninguém e vive amargurada tentando arranjar dinheiro para sobreviver.
Só que essa parte Alvie nunca contou para sua irmã Beth. Ambas apenas se comunicam pela internet, e nela todos sabemos que podemos criar o mundo perfeito, não é?
Alvina tem um temperamento singular, ela gosta de sentir prazer na tragédia do outro. Não no sentido macabro da palavra, mas uma pontinha de graça para tentar fazer com que os seus dias sejam mais interessantes, talvez.

Tudo parece dar errado até o dia em que sua irmã compra uma passagem para que Alvie a visite em sua casa. A partir desse momento tudo começa a se encaixar, ou se desencaixar.
A trama que parecia ter um começo normal muda o rumo para uma história totalmente distinta do que você poderia imaginar.
No meio do livro você se vê envolto a um suspense e começa a pensar que realmente nada é perfeito, que todos temos segredos sejam eles macabros ou não. Isso mesmo que você leu, macabros. Não é terror o livro e posso até ter exagerado nessa palavra, mas quando Alvie se passa pela sua irmã por um dia ela começa a descobrir fatos que a fazem querer voltar imediatamente para a sua pacata vida. Entretanto, tudo o que ela mais quer é ficar no exato lugar onde está, na Itália. Ainda mais quando sua irmã é encontrada morta na piscina. É neste momento, além dos outros e outros anteriores, que percebemos o quanto ela é má. Se posso assim dizer. Ela não sente a dor pela perda, mas sim uma alegria por poder pela primeira vez ter a vida que quer, a vida da sua irmã.
Eu achei a leitura intrigante. Confesso que ao ler a sinopse pensei que seria diferente, não que o livro seja ruim, muito pelo contrário, achei a leitura muito boa. Gostei de como a autora brincou com a trama. Nós pensamos algo e depois descobrimos que o que achávamos que iria acontecer era bem “light”.
Não é a toa que a VOGUE nos avisa na capa do livro:

Uma história diferente de tudo o que você já leu.

É exatamente assim que eu me senti ao terminar o livro. É diferente. É bizarro e legal ao mesmo tempo.
Você vai querer ler o mais rápido possível para chegar logo no final. No bom sentido.

23 de janeiro de 2018

Livros e mais livros

Você sabe ( se não sabe deveria saber) que eu sou escritora. Isso faz com que eu ame uma boa leitura independente de quem a escreveu (e como escreveu). Ser escritor é ser um leitor ao dobro, ou ao triplo. Na verdade, vai muito além. Sentir o cheiro de um livro novo é o calor que aquece a alma e o odor que alimenta o nosso cérebro. Se você quer ser um bom escritor primeiro precisa passar na prova dos livros. Isso mesmo. Não sabe o que significa? Muito simples, leia bastante. Ou, vamos começar aos poucos? 3 livros por mês, posso falar isso? Eu sei que é pouco, mas ao mesmo tempo sei que é muito para quem está começando. Entretanto, não estou aqui para falar sobre como escrever um livro ou como apreciar uma boa leitura (podemos deixar para depois, combinado?) O que eu quero mostrar nesse post é a nova parte do meu blog.

Você percebeu que agora tem resenhas? Porque eu fiz isso? Talvez porque se eu colocar o meu ponto de vista em cada livro que li eu possa influenciar você a comprar e a ler. Em contrapartida, você pode não querer mais nem passar perto de determinado livro já que todas as minhas resenhas são e serão sinceras. Não há razão para que eu fale bem de algum livro se não é o que realmente penso. Não preciso fazer isso apenas para que a editora fique feliz comigo. Negativo. Tenho que ser sincera. Não sou obrigada a gostar de nada, preciso espalhar a minha verdadeira opinião. Estou errada? Eu acho que você concorda comigo.

Não prometo ter resenha nova toda semana visto que não tenho mais muito tempo para ficar horas e horas lendo (sinto muita falta disso). Eu estou trabalhando muito no meu canal para sempre passar vídeos maravilhosos para você e, claro, estou escrevendo mais um livro (isso nunca vou parar). Fico o dia todo ocupada me importando com você, com o nosso relacionamento. Porém, irei postar resenhas novas e fresquinhas sempre que possível, quero muito fazer isso, de verdade. Amo escrever, então é a boa. ;)

E toda vez que eu receber livro novo de uma editora estarei escrevendo aqui a novidade. Irei mostrar um pouco mais sobre ele. E é isso o que eu farei agora. Recebi hoje da editora Record o livro "A Força Que Nos Atrai" da autora Brittany C. Cherry. Curiosa como sou e uma grande amante de livros, não resisti e comecei a ler. Bem, foi rápido. Só para compreender do que se tratava. Quer dizer, apenas para sentir o gostinho, afinal só li o prólogo e o primeiro capítulo. E posso dizer que já achei beeeeeem interessante.



Dê uma conferida na sinopse:
Graham Russel é um escritor atormentado, com o coração fechado para o mundo. Casado com Jane, um relacionamento sem amor, ele vê sua vida virar de cabeça para baixo quando Talon, sua filha, nasce prematura e corre risco de morte. Abandonado pela esposa, ele agora precisa abrir seu frio coração para o desafio de ser pai solteiro. A única pessoa que se oferece para ajudá-lo é Lucy, a irmã quase desconhecida de Jane. Apaixonada pela vida, falante e intensa, ela é o completo oposto de Graham. Os cuidados com a bebê acabam aproximando os dois, e Lucy aos poucos consegue derreter o gelo no coração de Graham. Juntos, eles descobrirão o amor, mas os fantasmas do passado podem pôr tudo a perder.



Gostou? Ou prefere esperar a minha resenha para comprar? =) Me parece que continuarei gostando do livro além desse primeiro capítulo que me chamou atenção. Então, aguarde.

Um beijo,

22 de janeiro de 2018

No escuro

Um livro que não deixará você dormir, muito menos parar de ler.
Título Original: No Escuro
Autor: Elizabeth Haynes
Gênero do Livro: Thriller
Editora: Intrínseca
Ano de Publicação: 2010
Número de Páginas: 333
Código ISBN: 978-8580572940
Comprar:

Sinopse: Catherine aproveitou a vida de solteira por tempo suficiente para reconhecer um excelente partido quando o encontra: lindo, carismático, espontâneo... Lee parece bom demais para ser verdade. Suas amigas concordam plenamente e, uma por uma, todas se deixam conquistar por ele. Com o tempo, porém, o homem louro de olhos azuis, que parece o sonho de qualquer mulher, revela-se extremamente controlador e faz com que Catherine se sinta isolada. Amedrontada pelo jeito cada vez mais estranho de Lee, ela tenta terminar o relacionamento, mas, ao pedir ajuda aos amigos, descobre que ninguém acredita nela.

Com uma história espetacular e muito movimentada, regada de suspense que vai te fazer querer engolir o livre, a autora Elizabeth Haynes criou uma personagem absolutamente incrível, chamada Catherine ou Cathy.
O livro começa com um julgamento de Lee, que só será compreendido pelo leitor após ter lido uma boa parte do livro.  Logo depois, somos apresentados a duas Catherine, que são o oposto uma da outra, não digo dupla personalidade, mas uma mudança de comportamento ao longo do tempo devido a algo horrível que aconteceu com ela.
Em 2003 podemos conferir uma Catherine animada, alegre, que adora beber com as amigas fazendo sempre questão de sair com elas. Adora aproveitar a vida, curtindo ao máximo o que ela pode lhe oferecer. Para ela, viver usufruindo de tudo é o melhor que se pode fazer.  Esta Cathy não tem medo do perigo, afinal, se tiver medo como que poderá curtir os seus dias como se fosse uma festa? Se tudo não acabar em festas a vida não tem sentido.
Ao conhecer Lee, que era considerado o homem ideal, super perfeito e que conquistava a todos, o que poderia dar errado nessa relação, então?

No pub Cheshire Arms, eu tinha bebido sidra e vodca, e acabei me perdendo de Claire, Louise e Sylvia. Mas fiz uma nova amiga, Kelly(…) já haviam passado a mão em mim algumas vezes.

Já em 2007 o que vemos é uma outra mulher, que em um primeiro conhecimento podemos afirmar que não se trata da mesma pessoa. Afinal, como que em um curto prazo de quatro anos a animada e festeira Catherine mudou radicalmente? Isso é o que vamos descobrindo ao longo da trama. Tudo começa quando em 2003 ela conhece um rapaz lindo e muito atraente chamado Lee. A partir desde encontro, a vida de Catherine muda radicalmente, e o que vemos neste ano é uma mulher amedrontada com tudo e psicologicamente afetada por um forte TOC. Para sair de casa (e até mesmo entrar) é uma tortura para a mulher que um dia já foi “despirocada” (no bom sentido). Trancar a porta nunca foi uma tarefa tão demorada. Você verá que Catherine tem como meta, no momento, a sua segurança. Ela fez da sua casa um tipo de fortaleza, no sentido pejorativo da palavra.

A primeira coisa que fiz foi verificar todas as janelas e fechar as cortinas, percorrendo o apartamento na ordem de sempre.

Não vou falar muito para não estragar a surpresa desse enredo maravilhoso, mas a partir do seu tenebroso relacionamento com Lee, quando ela tenta terminar, é o momento em que Catherine se transforma 100%, mudando radicalmente, exatamente da água para o vinho. Lee não aceita o final do namoro. Com isso, tenta pedir ajuda as amigas falando sobre o que ele realmente é capaz, no entanto, ninguém acredita em sua palavra, todas acabam sendo “enfeitiçadas” pela perfeição deste homem.
Catherine se vê sozinha, e precisa lutar com a sua própria vida para afastar o dono dos seus pesadelos. Quando, por fim, ela consegue, e recomeça a sua vida longe do seu passado tenebroso achando que agora poderia viver tranquila, é neste instante que tudo volta e cada dia mais o seu TOC piora, mexendo mais e mais com o seu psicológico.

  [-Minhas impressões-]

Eu li este livro em 2013 e instantaneamente, ao ler as primeiras páginas, eu me apaixonei pelo enredo, por como a autora consegue nos prender desde a primeira palavra, tirando nosso fôlego a cada ação. Aconselho fervorosamente a aqueles que adoram um thriller psicológico. Você não vai querer parar de ler nem para comer. Acredite em mim, é verdade. Dependendo do seu entusiasmo com a trama, você pode até sentir medo junto com Catherine.
Prepare-se para uma leitura fervorosa e instigante. Arrebatadora e amedrontadora.
Depois deste livro, Elizabeth Haynes virou a minha segunda autora preferida. E os seus outros dois livros, são tão bons quanto estes.
Eu acho que essa trama que a autora criou retrata o que, infelizmente, a sociedade acaba por esconder. Devido ao relacionamento conturbado, agressivo que a protagonista teve, acabou por desencadear uma doença em seu psicológico. E, se enxergarmos bem o recado que é passado, poderemos mudar a nossa atitude para com o outro, e tentar ajudar.
O jeito como é escrito, é incrível. Como são anos distintos que se tem no livro, uma hora você está no passado, e em outra você está no presente, a junção disso faz com que você pare e pense sobre os acontecimentos. Se fosse diferente a atitude da Cathy, será que o término do livro seria igual?
Se você ficar intrigado, o que eu duvido que não fique, vai terminar o livro em um dia e, talvez, ter uma visão diferente para com as coisas. Até, talvez, em como você vai fechar a porta no dia seguinte, se irá trancá-la apenas uma vez, por exemplo. Não digo que você vai fazer tudo o que a Cathy faz, afinal, ela tem TOC, mas poderá tentar fazer as coisas com mais vontade, digamos assim. Ou não. Bem, eu não fiz, mas confesso que depois de ter lido esse livro maravilhoso, a gente fica concatenando as ideias além do necessário.
A única coisa que posso afirmar que me incomodou foi a diagramação, a letra é bem pequena e pode causar desconforto. De resto nada negativo tenho a falar. A capa eu achei bem legal e o fato dos capítulos serem intercalados uns com os outros, digo, em um momento você está lendo a Catherine de 2003, e depois você lê a de 2007. Mas fique tranquilo que você não se perderá e nem ficará confuso, já que eles são mostrados em datas.
Não pense duas vezes e COMPRE ESTE LIVRO! Duvido que você vá se arrepender.


Resenha que eu escrevi para o blog I LOVE MY BOOKS. Cópia autorizada pela dona do blog.

LIVRO DOS ESPELHOS

Você tem certeza que sabe de tudo?

Título Original: O livro dos espelhos
Autor: E O Chirovici
Gênero do Livro: Suspense
Editora: Record
Ano de Publicação: 2017
Número de Páginas: 322
Código ISBN: 9788501109514
Comprar:
Sinopse: A verdade de um é a mentira de outro. Um livro com uma trama tão perturbadora que bota o leitor num jogo de espelhos. Quando o agente literário Peter Katz recebe por e-mail um manuscrito parcial intitulado O livro dos espelhos, ele fica intrigado. O autor, Richard Flynn, descreve seus dias em Princeton, e documenta sua relação com Joseph Wieder, um renomado psicólogo, pesquisador e professor. Convencido de que o manuscrito completo vai revelar quem assassinou Wieder em sua casa, em 1987 — um crime noticiado em todos os jornais mas que jamais foi solucionado —, Peter Katz vê aí sua chance de fechar um negócio de um milhão de dólares com uma grande editora. O único inconveniente: quando Peter vai atrás de Richard, ele o encontra à beira da morte num leito de hospital, inconsciente, e ninguém mais sabe onde está o restante do original. Determinado a ir até o fim neste projeto, Peter contrata um repórter investigativo para desenterrar o caso e reconstituir o crime. Mas o que ele desenterra é um jogo de espelhos, uma teia de verdades e mentiras, e uma trama mais complexa e elaborada que a do primeiro lugar na lista de mais vendidos dos livros de ficção.

Como a sinopse já diz, o livro começa quando o agente literário, Peter, recebe um manuscrito com uma carta de apresentação totalmente fora do que ele está acostumado. Intrigado com o que está escrito resolve colocar na frente da sua fila de manuscritos o que recebera de Richard. Entretanto, o texto não está completo, e é a partir deste momento que a trama começa, de fato.
Quando o agente literário termina de ler o manuscrito, ele fica muito interessado por querer saber a continuação dela. Então, resolve ir atrás de quem o escreveu, só que nesta hora ele descobre algo que pode estragar todo o seu plano em obter o resto do manuscrito. É o início de uma busca que fará com que a cada descoberta o leitor fique indeciso do que possa ser verdade e do que possa ser mentira.
“Mais dois se passaram sem qualquer resposta, e, após algumas novas tentativas de contato por telefone(…) decidi ir até o endereço que ele indicara na carta(…)”
Peter conclui que tem um caso e uma “obra prima” em suas mãos, e, assim, resolve ir atrás de todos os rastros para tentar achar o final do livro de Richard, que se chama “O livro dos espelhos”
Nessa história, Richard escreve sua trajetória com Laura, por quem ele é um louco apaixonado, e com o professor bem famoso de psicologia, chamado Joseph Wieder. O foco principal é a morte deste professor, em sua própria casa, mas o manuscrito não revela quem foi o assassino. E, assim, a curiosidade faz com que o agente literário vá em busca do que possa ter acontecido. Para isso, decide por contratar um jornalista, chamado John, para que consiga resolver o mistério do final do manuscrito. Com isso, em capítulos escritos pelo próprio John, começa a saga para buscar, se existe mesmo, a continuação da história escrita por Richard, e para descobrir quem matou Joseph Wieder. No entanto, há uma desistência para este trabalho por parte de John, mas para não deixar o caso abandonado o jornalista comenta com o outro personagem do livro, Roy, que vai em busca dos fatos, sejam eles verdadeiros ou não. Já estão formados assim, os principais personagens.
Será que é tarde demais para tentar solucionar esse caso?
A suspeita principal acaba sendo a mulher por quem Richard dividia o apartamento e venerava, Laura. Mas será que foi pode ter sido ela mesmo? Joseph tinha alguns inimigos, e era considerado um mulherengo, talvez até um manipulador.
No decorrer da trama, quando a gente acha que tudo já poderia estar sendo explicado, uma reviravolta aparece, e assim é o costume da história: brincar com a nossa mente. Nada do que parece ser, é.
O curioso é que não se tem apenas um protagonista nessa interessante obra literária. Com o passar das páginas (e não somente dos capítulos) o leitor vai descobrindo mais e mais personagens que podem, ou não, ser muito importantes. Aí você começa a se perguntar se o que Richard escreveu, de fato, ocorreu, ou se é apenas uma ficção.
Você vai se perguntar durante todo o livro sempre as mesmas perguntas:
Afinal, quem matou Joseph Wieder e por que?
E quem estava certo durante esse tempo todo?

[- Minhas impressões -]


Eu achei o livro fantástico. É um romance (romeno para ser mais específica) que eu poderia enquadrar como um thriller, que faz jus ao título. Você se verá ao redor de muitas suspeitas que podem ser o reflexo de um único espelho (sem querer filosofar ).
Muito interessante a forma com que ele faz que o leitor suspeite de cada indivíduo do livro, mudando de opinião a cada capítulo. Os personagens são envolventes e quando você acha que descobriu tudo, acaba por perceber que mal sabia de todos os detalhes. O autor criou todo esse suspense que prende o leitor desde a primeira página. Há passagens que mostram que ele fez pesquisas (ou que realmente entende) de determinado assunto para que seja explicado, com maior detalhe, fatos relevantes.
Existem três passagens que são escritas por três personagens diferentes, e cada um deles tem a sua visão sobre o manuscrito e o que aconteceu com o final dele. Os demais personagens que vão surgindo são fundamentais para o acréscimo da suspeita, todos com a sua (suposta) versão que podem ser iguais, dependendo do ponto de vista do leitor.
A cada capítulo, o leitor fica mais instigado em saber se a sua teoria é a correta. Afinal, a cada fala dos personagens o leitor pode mudar de ideia. É um jogo psicológico. Ou seja, se prepare para não querer largar o livro até a última página ter sido lida.
Falando sobre a capa do livro, de imediato, quando a vi achei meio confusa, não por ter muita coisa nela, pelo contrário, mas por ser apenas pedaços de vidros quebrados. Confesso que não entendi o porquê dessa imagem, mas ao chegar ao fim da história a minha visão mudou e consegui compreender o seu significado. Entretanto, isso vai de cada um, você pode ler o livro e ainda não entender.
Já a diagramação, não tem mistério. Ela é simples, e com as páginas em papel off-white há um conforto para os nossos olhos. Posso afirmar pois li o livro físico mesmo. Quanto aos erros de português eu não encontrei nenhum. Não tem uma quantidade correta de capítulos, digo, não são números contínuos, a cada novo personagem que conta a história, os capítulos reiniciam do número “Um”.
Com uma leitura fácil, mas que as vezes você pode se encontrar perdido devido aos relatos dos personagens, porém, nada que o faça querer desistir do livro, muito pelo contrário, você não vai querer largá-lo em nenhum momento. O autor consegue prender o leitor em todos os pontos do livro.
Eu recomendo, e muito, a leitura para aqueles que gostam de um livro arrebatador, e que adoram ficar presos nas páginas.


Resenha que eu escrevi para o blog I LOVE MY BOOKS. Cópia autorizada pela dona do blog.

21 de janeiro de 2018

Voltei

Oiiii.

Tudo bem com você?

Eu sei, eu sei. Demorar para voltar. Não, as minhas férias não duraram até agora. Na verdade voltei da Bahia no dia 5 deste mês, mas o blog estrou em reforma aí só agora que ele ficou pronto.  Você percebeu a mudança? Está bem melhor, não acha? Por isso que demorei a voltar e não porque eu abandonei o blog e você. Jamais! Isso nunca vai acontecer. Como você sabe (ou deveria saber) eu quero o maior contato possível com você que me acompanha, que gosta do meu trabalho. No twitter, no youtube eu tento sempre responder ao máximo as mensagens que recebo. Acho muito legal esse contato. Essa atenção para mim é fundamental. Eu digo isso porque também já fui fã, já acompanhei meus ídolos quando eu era mais nova, e olha que naquela época era muito mais difícil já que não havia internet. Só ficava sabendo, por exemplo, de qualquer notícia através de revistas e programas de fofocas. Era bem duro. ;)



Não existia essa facilidade que tem hoje.

Por isso eu prezo muito pelo contato com vocês.

Podem me enviar mensagens pelas minhas redes sociais que vou fazer o possível para responder todas. =)

Já vou indo, mas depois eu volto para conversarmos melhor.

Um beijooooo.